Costuma-se aceitar a conexão psicossomática em casos de pressão alta, ataques cardíacos, dor de cabeça, doenças da pele etc., mas, com o Câncer, em geral não.
No entanto, hoje, já foi comprovada uma ligação evidente entre estresse e Câncer, ligação tão forte que é possível predizer a doença baseando-se na quantidade de estresse sofrida pelas pessoas, na vida cotidiana.
Descobertas recentes foram primordiais para paciente canceroso, porque sugerem que efeitos do estresse emocional podem deprimir o sistema imunológico, abalando as defesas naturais contra o Câncer e outras enfermidades.
Há maiores possibilidades de que ocorram doenças após acontecimentos altamente estressantes na vida da pessoa.
Quando uma pessoa sofre dissabores emocionais, há um aumento não só das doenças reconhecidamente suscetíveis à influência emocional: úlceras, aumento da pressão sanguínea, doenças cardíacas, dores de cabeça, mas também de doenças infecciosas, dores lombares e até acidentes.
Foi desenvolvida uma lista com valores numéricos de todos os acontecimentos estressantes da vida de uma pessoa, chegando-se assim, à quantidade de estresse que a pessoa estaria sofrendo.
Ao observarmos esta lista, notaremos coisas que nós mesmos achamos estressantes, mas perceberemos também, curiosamente, sucessos pessoais excepcionais, normalmente considerados como sendo experiências agradáveis.
Foi observado que essas experiências aparentemente agradáveis para nós, são experiências que implicam em mudanças de hábitos, na maneira de nos relacionarmos com as pessoas e em nossas autoimagens.
Mesmo sendo experiências positivas, podem exigir um grau profundo de introspecção, podendo chegar a causar o aparecimento de conflitos emocionais não solucionados.
O ponto principal é, portanto, a necessidade de adaptação à mudança, quer seja positiva, quer seja negativa.
Estresse também varia de pessoa para pessoa. Cada um vai agir de uma forma diferente diante das situações.
Assim, fica claro que fatores de natureza psicossocial podem modificar a resistência a um número de doenças infecciosas e cancerosas.
Muitas pessoas não ficam doentes mesmo quando recebem grandes cargas de estresse.
É necessário examinar a reação específica de cada pessoa ao fator estressante.
Agora, tornou-se claro, que níveis elevados de estresse emocional aumentam a suscetibilidade a doenças.
O estresse crônico resulta na supressão do sistema imunológico, o que por sua vez cria uma maior suscetibilidade à doença, especialmente o câncer. O estresse emocional, realimenta o desequilíbrio emocional.
Esse desequilíbrio pode vir a aumentar a produção de células anormais no momento em que o corpo se encontra menos capacitado a destruí-las.
A personalidade individual é também um forte diferenciador entre as pessoas que tem maior ou menor suscetibilidade a doenças.
A maneira como reagimos às tensões diárias origina-se de hábitos e é ditada pelas nossas convicções íntimas sobre quem somos, quem deveríamos ser e a maneira como o mundo e as outras pessoas deveriam ser.
Existem indícios de que diferentes tomadas de posição em relação à vida, em geral, podem estar associadas com certas doenças.
Em breve, trarei um artigo por aqui, com orientações de como treinar o Cérebro para Realizar o Impossível.
Francisco Braga é Psicanalista, Especialista em Neuroterapia com Hipnose, Neuropsicanalista, Especialista em Saúde Mental com Aprimoramento em CAPS/SUS e Novos Direcionamentos em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicofarmacologia e Emergências Psiquiátricas.